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17/05/10
A patologia existente por detrás dos deslizamentos de solos

Artigo Publicado no Fórum  
 
Resumo: O artigo versa sobre uma ação pioneira de integrar a engenharia civil geotécnica com a    
   psicopatologia focada nos erros humanos e suas conseqüências, com o objetivo de trazer uma nova visão dos problemas de engenharia geotécnica que estão na psique do individuo que está invertido. E, através da conscientização de seus erros terem a solução dos problemas de deslizamentos de solos.

A entrada do ano de 2010 foi acompanhada por catástrofes em deslizamentos de solos e isto se vem desenrolando há mais de três meses.

Cabe refletir se estas são naturais ou seriam previsíveis.

Há quem as considere naturais exatamente pela falta de conhecimento lógico, ou seja, o ser humano não detém as informações e/ou conhecimento necessárias para antevisão do fenômeno. Isto representa que a sociedade não desenvolveu uma lógica para prever tal fenômeno.

As catástrofes previsíveis são aquelas onde foi desenvolvido o conhecimento lógico sobre aquele fenômeno tornando um setor da sociedade como responsável por aquele evento. No caso dos deslizamentos de solos é o caso a engenharia civil. Uma vez que a sociedade detém o conhecimento lógico passa a divulgá-los o na sociedade e ensiná-lo nas escolas.

 Como referência aos problemas de deslizamentos de solos tem-se diversas áreas do conhecimento envolvidas no problema, como: agronomia, geologia de engenharia e, mais especificamente, a engenharia civil que deve englobar as demais e é a responsável socialmente por estes problemas, denominada de engenharia geotécnica.

Nesta primeira parte de nossa abordagem, ou seja, a vertente lógica do problema de deslizamentos de solos tem-se que declarar que a engenharia geotécnica brasileira tem pleno conhecimento dos problemas e dispõe de tecnologia atualizada no nível de competência internacional.

Deve-se destacar também a existência de uma norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) a NBR-11.682 de agosto de 2009 que tem força de lei pelo Artigo 39 do Código do Consumidor. Esta norma cria obrigatoriedades de execução de sondagens, ensaios e apoio técnico de engenheiro geotécnico às obras de estabilização de encostas e taludes.

Então vem a pergunta: Por que estes problemas ocorrem neste verão e, aparentemente, em maiores freqüências e proporções?

O fato é  que uma mudança climática e conseqüentemente a intensidade e/ou freqüências de chuvas mudaram, ou sempre estiveram em mudança e nós não percebíamos.

Mas, o mais importante (e voltando ao aspecto lógico) é que a engenharia civil utiliza-se da estatística sobre a intensidade e freqüência das chuvas. E é um procedimento de projeto, considerar “chuvas de projetos” que tem pequena probabilidade de ocorrência. Ou seja, chuvas de elevadas intensidade que deveriam ocorrer pouquíssimas vezes.

Em resumo pode-se afirmar que tais chuvas seriam previsíveis. E, que as “chuvas de projeto”, a serem consideradas numa analise de segurança aos deslizamentos de solos são provavelmente maiores do que as que estão ocorrendo. Pois a engenharia, através da estatística, deve considerar em seus projetos chuvas excepcionais para cálculos fornecendo a devida segurança para sociedade.

Mas, sem duvida as chuvas intensas e/ou de longa duração podem deflagrar os deslizamentos de solos, porém se houve uma ruptura é porque já existia uma situação predisponente para tal evento. Ressalto que a conseqüência das chuvas só ocorreu porque havia uma situação desfavorável existente a priori e que esta poderia ser reconhecida com as sondagens no terreno.

Então as chuvas não são justificativas para as catástrofes ocorridas, pois poderiam ser previstas, antecipadas, na avaliação da estabilidade de encostas e taludes. A engenharia conhece muito bem a conseqüência das chuvas em suas obras. E, dispõe de conhecimento para considerá-la em seus cálculos de avaliação de segurança e risco envolvidos. Assim como os fatores predisponentes, como referido no parágrafo anterior, podem ser devidamente conhecidos pelas investigações geotécnicas.

Portanto, devemos concluir que houve um erro de engenharia civil geotécnica. Se não por falta de conhecimento ou competência, mas por falta de aplicação da tecnologia adequada àquela situação existente.

Ou seja: seria possível prever aquela situação pré-existente e se considerada uma chuva excepcional poder-se-ia tomar providencias e evitar o deslizamento dos solos.

Portanto queremos afirmar que existem procedimentos técnicos a partir de estudos climatológicos e estatísticos que permitem uma avaliação da intensidade e a freqüência de chuvas para então definir uma chuva de projeto. E que, considerada esta chuva de reduzidíssima probabilidade de ocorrer, na avaliação de segurança de uma determinada encosta, teríamos indicação do nível de segurança ao deslizamento de solos possibilitando a ação de obras e/ou outras para evitar a catástrofe e, até, perda de vidas.

O que não podemos admitir é a falta de consciência da verdade (inveja, na trilogia). Ou seja, não querer ver que as rupturas se deram por erros de engenharia. Tem-se que nos conscientizar do erro como uma forma de propiciar o conhecimento do problema pela sociedade de modo a ajudar em sua sanidade (inversão, na trilogia).

A tendência é  a mídia e a sociedade se desviarem, colocando o problema em causas naturais (muitas chuvas) perdendo a noção da verdade. Isto é, que os deslizamentos de solos e inundações são eventos recorrentes. E, por falta de aplicação adequada de engenharia civil geotécnica se vem agravando as conseqüências para a sociedade como constatamos nos últimos meses.

 Existem além do fator deflagrador (as águas) elementos sobre o comportamento dos solos – principalmente quanto à sua resistência – que também são negligenciados, pois não se investe em obtê-los. Apenas a partir de agosto de 2009 é que foi criada uma norma brasileira obrigando a execução de ensaios de laboratório. Agora há temos. Resta-nos saber se será aplicada.

Porém, os erros não param aí; estes estão somados às questões sociais, econômicas e políticas. Agravada pela corrupção política que grassa em nosso país, mas que não é objeto deste artigo.

Os aspectos técnicos (lógica) não foram (ou não são) atendidos; a ação em utilizar a experiência de nossos engenheiros geotécnicos não é aproveitada adequadamente e muito menos os aspectos de bom senso (intuição) são considerados.

Vejam que as ocupações urbanas nestas áreas de riscos de deslizamentos são simplesmente insanas; trata-se de uma total inversão da sociedade, uma patologia social por estar totalmente desconectada da intuição. Ora: sabe-se que os animais percebem um tsunami e o ser humano vive nestes locais e não desconfia?

À luz da ciência trilógica onde o Dr. Norberto R. Keppe – seu criador – integrou a ciência, filosofia e teologia ou ação, lógica e intuição, podemos ver que, o que há por detrás desta patologia dos deslizamentos de solos é a patologia humana.

Para a trilogia qualquer ação, para ser sã, deve ser lógica e de bom senso (intuição) onde a intuição é captada pela Ação do Bem; é Divina e Infusa.

Ou seja: o verdadeiro conhecimento (razão) é infuso e acessado pela intenção de um trabalho no Bem, no Belo e com Verdade.

O ser humano é universal e trino (sentimento-pensamento-ação) veja o que diz Dr. Keppe no livro O Homem Universal. “A finalidade deste livro é ajudar o homem a ser universal, ou melhor, a ser o que ele é na essência, e que só não o conseguiu até agora por falta de melhor percepção. Quando se fala em universalidade temos que considerar os três campos fundamentais da vida com idêntico respeito: o sentimento(teológico) o conhecimento(filosófico) e a ação correta (experimentação); o que acontece geralmente é que o teólogo às vezes  rejeita os outros, o mesmo se diga do filósofo e do cientista. Estou tentando esclarecer que os três são básicos e com poderes semelhantes no destino do homem e da sociedade; vamos dizer que  o ser humana universal é justamente aquele que vive nos três setores, acatando-os com a mesma intensidade e sem atritos entre um e outro”.Segundo a ciência trilógica os principais problemas patológicos do individuo, e conseqüentemente da sociedade, estão na inveja e teomania (ou pré-potencia), causando a inversão ou inconscientização em ver seus erros.

O Dr. Keppe considera inconscientizar um ato “deliberado” pelo qual não queremos ver nossos erros e não um inconsciente inatingível conforme propunha Freud.

Esta é a causa, principal ou de origem, que está por detrás destes deslizamentos de solos, sejam catastróficos ou não.

A falta de conscientização dos erros, do sentido maior da razão ou intuição, ou, aceitação do conhecimento infuso, dão a real causa da patologia da engenharia geotécnica, ou seja, destes deslizamentos, quedas de muros de arrimo, de contenções, erosões e outras ocorrências do gênero.

Os erros de engenharia, das mídias, dos políticos são de certa forma, oriundos do poder econômico. Isto é, o poder político econômico nos “desvia” do comportamento ético com a ação com amor, e na verdade, ou nos encanta!

Os poderes econômicos e político agem de modo a não permitir a plena aplicação dos conhecimentos existentes a nível lógico advindos das escolas de engenharia civil e quando este é utilizado, muitas vezes, não se adota a boa técnica existente e/ou falta-nos a intuição ou bom senso.

A sociedade está distraída com questões sensoriais, econômicas e imediatistas não se atendo à verdadeira razão onde se reconhece o conhecimento infuso, a percepção e presença da energética ou energia essencial.

O ser humano está invertido; conseqüentemente a sociedade está invertida e esta influencia o individuo. O conceito da “Inversão” descoberta pelo psicanalista Norberto R. Keppe é tido como o principal causa do problema da destruição do mundo.

A inversão  psico-social é o que temos por detrás dos problemas de deslizamentos de solos e a consciência desta, resultará na solução dos problemas.

 Vejam que em muitos destes casos de deslizamentos os habitantes “sabiam” que havia trincas, movimentações e deslocamentos, mas lá permaneciam esperando a morte chegar!

Também o poder público, privado e organizações sociais têm e tiveram todas as condições de evitar tais eventos catastróficos e previsíveis, mas não agiram com a ética desejada, pois estávamos inebriados com a psico-socio-patologia. Uma “escolha” devastadora e inconscientizada.

Da mesma maneira a sociedade formada pelos engenheiros especialistas no assunto também sabiam (e sabem) dos riscos e da falta de uma ação correta não apenas nos acidentes ocorridos, mas também na infinidade de casos que estão por ocorrer com as próximas chuvas.

Assim termino este artigo convocando o leitor a participar desta obra do Dr. Keppe, bem como para a obrigação de todos nós de “Curar o Mundo Pela Consciência da Inversão”


Fonte: Engo Civil Geotécnico Mauro Hernandez Lozano
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